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Ao contrário do que disse ex-ministro Onyx, apuração eleitoral não é secreta e nem acontece em “sala cofre”

Na segunda-feira, 20, o ex-ministro do Trabalho e Previdência Social e agora pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni, disse em sabatina ao Uol e Folha de São Paulo, que o “TSE sequestrou e transformou a apuração pública em uma apuração secreta, privatizada a 28 pessoas, que eram as pessoas que entravam na sala cofre do TSE”.

A afirmação do pré-candidato é:

Isso porque os votos digitados na urna eletrônica são computados automaticamente e podem ser computados e contabilizados em qualquer lugar. Além disso, após o fim das eleições, com o encerramento do horário de votação, a apuração é feita através do boletim de urna. Uma cópia do boletim é colada na porta da sessão eleitoral e outras cópias são entregues aos partidos políticos para verificação. Os resultados de cada urna são enviados ao TSE em uma rede de dados criptografados.

Essa não é a primeira vez que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmente a notícia inverídica sobre o assunto. O TSE explica que “é falsa a afirmação de que “a apuração dos votos é feita por meia dúzia de pessoas, de forma secreta (…) em uma sala lá do TSE”.

Boletim de urna público

“Em verdade, a apuração dos resultados é feita automaticamente pela urna eletrônica logo após o encerramento da votação. Nesse momento, a urna imprime, em cinco vias, o Boletim de Urna (BU), que contém a quantidade de votos registrados na urna para cada candidato e partido, além dos votos nulos e em branco. Uma das vias impressas é afixada no local de votação, visível a todos, de modo que o resultado da urna se torna público e definitivo. Vias adicionais são entregues aos fiscais dos partidos políticos”, esclarece o Tribunal.

“Esse processo de apuração é realizado pela urna eletrônica antes da transmissão de resultados, que ocorre por uma rede de transmissão de dados criptografados. Ao chegarem ao TSE, a integridade e autenticidade dos dados são verificados e se inicia a totalização (isto é, a soma) dos resultados de cada uma das urnas eletrônicas, por supercomputador localizado fisicamente no tribunal. O resultado final divulgado pelo TSE sempre correspondeu à soma dos votos de cada um dos boletins de urna impressos em cada seção eleitoral do país. Portanto, o resultado definitivo de cada urna sai impresso e é tornado público após a votação, e ele pode ser facilmente confrontado, por qualquer eleitor, com os dados divulgados pelo TSE na internet, após a conclusão da totalização. Os partidos e outras entidades fiscalizadoras também podem solicitar todos os arquivos das urnas eletrônicas e do banco de dados da totalização para verificação posterior”, destaca o TSE.

Para evitar notícias com cunho de desinformação, o TSE disponibiliza também um canal no YouTube para o público tirar suas dúvidas sobre os principais boatos nas eleições.

Foto: Rafael Carvalho/Ascom Cidadania




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Escrito por

Independência editorial, jornalismo investigativo com a missão de ressignificar a notícia através da checagem de dados com o principal propósito de combate à desinformação.

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